Conservatório de Música Calouste Gulbenkian
A1-0 N3 é uma produção de teatro musical sci-fi techno-futurista e imersiva, que se serve da forma dramática para promover uma reflexão dialética e aberta sobre AI, e que explora a potencialidade do canto como possível aproximação entre a espontaneidade de um robot e a de um humano.
A1-0 N3 é o código de barras de um dos componentes do robot homónimo A1-0 N3, que é também protagonista de uma narrativa que, além de incluir sangue, suor e lágrimas, se faz também de glitchs, softwares, fábricas, laboratórios e investigadores; de dúvidas acerca da natureza do amor, da guerra e da identidade; e do reconhecimento da omnipresença dos interesses do mercado e do capital em todas as dimensões da vida humana e não humana.
JOÃO CARLOS PINTO (*1998) nasceu em Braga, Portugal.
Artista com formação em música clássica e multimedia. Interessado na exploração do tecno-animismo e da ciber-espiritualidade através das artes performativas e multimedia.
Estudou Piano e Composição no Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, licenciou-se em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, e frequentou o Mestrado em Composição Multimedia na Hochschule für Musik und Theater Hamburg tendo como tutor Alexander Schubert.
Em 2019 foi Jovem Compositor Associado dos Estúdios Victor Córdon, Teatro Nacional S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado; e foi selecionado para o Festival ManiFeste do IRCAM e Centre Pompidou.
Em 2024 escreveu “Responsorio” para a Orquestra Gulbenkian dirigida por Luca Francesconi; e “black midi” para o Schallfeld Ensemble + eletrónica e luzes; fez também a música para o espetáculo “Há qualquer coisa prestes a acontecer” de Victor Hugo Pontes, elegido como um dos 10 melhores espetáculos do ano.
Em 2025 foi o Artista Residente da Casa da Música, resultando em encomendas para o Remix Ensemble e a Orquestra Sinfónica do Porto, assim como a performance “Player #1” para comando de PlayStation, eletrónica, vídeo, luzes e lasers.
Atualmente, encontra-se a desenvolver o espetáculo multimédia de larga-escala “A1-0 N3”, em co-produção com o Festival Semibreve, Fundação Serralves, Teatro das Figuras, Teatro José Lúcio da Silva e o Teatro Municipal da Covilhã. Esta será a primeira produção do seu estúdio multidisciplinar “blegh” que tem em conjunto com INÊVES
Recebeu ainda encomendas de outras entidades como: UNESCO, ZKM Karlsruhe, Gaudeamus, RTP, Antena 2, Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, Jovem Orquestra Portuguesa, gnration e Arte no Tempo.
Foi galardoado nos prémios: Lumen Prize, Luciano Berio Composition Competition e Concurso de Composição da Banda Sinfónica Portuguesa.
Assistência à direção artística e direção de produção
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto | Dgartes – Direção Geral das Artes