A instalação define um campo onde ressonância e construção coincidem: um plano de água em vibração. Sons de pássaros, eletronicamente processados, operam como força de modulação e não como representação. Uma planta suspensa imóvel, oscila no seu reflexo, desfaz-se, recompõe-se. Não há restituição possível de uma forma anterior, apenas variação. O que persiste não é a forma, mas a sua capacidade de gerar novas configurações. Entre ressonância e construção, a peça inscreve a possibilidade de um novo jardim. Havia um jardim, construamos outro.