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A Central da Memória: Um Laboratório Vivo com a comunidade de Britelo - Ângela Calisto

Museu D. Diogo de Sousa
A Central da Memória: Um Laboratório Vivo com a comunidade de Britelo - Ângela Calisto

O património industrial resiste, quase sempre, fora dos arquivos e dos museus, nas vozes e nas lembranças de quem nele trabalhou. Esta comunicação parte de «A Central da Memória», um Laboratório Vivo construído com a comunidade de Britelo, que documenta, preserva e partilha a memória da antiga Central Hidroelétrica de Paradamonte/Lindoso através de fontes orais, imagens e registo audiovisual, articulando-se com um projeto de doutoramento em curso na Universidade do Minho, em colaboração com a Casa do Conhecimento de Ponte da Barca.

Num tempo marcado pelo despovoamento, pelo envelhecimento e pela ruína do edificado, reunir os rostos, os ofícios e as narrativas de quem ali viveu é, também, um gesto de resistência. O projeto cruza duas dimensões do património: a material, nas infraestruturas que um trilho do património industrial virá a percorrer, e a imaterial, nos saberes e nas desigualdades que só os testemunhos guardam.

Procura-se, assim, refletir sobre o modo como as ferramentas digitais, ao serviço da escuta e da proximidade, permitem reviver um lugar abandonado, resistir ao esquecimento e reinventar o modo como uma comunidade se reconhece na sua própria história.

Biografia:

Ângela Calisto é doutoranda em História (especialidade em Património Cultural) na Universidade do Minho, com investigação financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). É mestre em Património Cultural pela mesma instituição e licenciada em Gestão Artística e Cultural. Os seus interesses de investigação centram-se nas aplicações do audiovisual ao Património Cultural, no desenvolvimento territorial, no turismo cultural sustentável, no envolvimento comunitário e na educação patrimonial.