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X-WR-CALNAME:Apresentação do livro Tellus [Poesia], de Sílvia Mota Lopes
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SUMMARY:Apresentação do livro Tellus [Poesia]\, de Sílvia Mota Lopes.
DESCRIPTION:24 de outubro | 16h00\nApresentação do livro Tellus [Poesia]\
 , de Sílvia Mota Lopes. \nEd. Poética Edições\n\nSINOPSE\n\nTerra\, so
 lo\, matéria\, raízes\, sementes\, aquilo que é fértil\, espaço\, mas
  também tempo\, vida e casa. A Tellus de Sílvia Mota Lopes é hiperoním
 ica e nela cabem\, ainda\, corpo e poesia – termos ou lugares esféricos
 \, que se contêm e se tocam num movimento orbital: a terra\, onde o corpo
  nasce\; o corpo\, onde a poesia se cria\; a poesia\, onde a terra se comp
 reende. \nNum processo quase geológico\, de geminação\, composição\, 
 sedimentação\, diagénese e transformação\, as camadas mais intrínsec
 as e profundas do ser humano estruturam-se e sobrepõem-se até se revelar
 em na superfície crustácea do poema. O poema nasce de uma força interio
 r\, estante nos estratos mais profundos do poeta\, aquele que trabalha a m
 atéria bruta e lhe dá forma. Num processo em que só o tempo – muitas 
 vezes governado por desvios atómicos – e o silêncio parecem ser capaze
 s de fazer a semente brotar. O silêncio é condição sine qua non para q
 ue as palavras\, até então soterradas\, despontem\, pois assim como a te
 rra contém aquilo que ainda não nasceu\, também o silêncio contém aqu
 ilo que ainda não foi dito.\nA terra de Tellus\, onde nada é literalíss
 imo\, não é sempre uma paisagem idílica: é um mergulho nas profundezas
  da existência humana\, uma terra ferida\, marcada por naufrágios\, ruí
 nas\, violência\, tiranias\, perdas e corpos que nela jazem. Sob a sua su
 perfície\, convivem a vida e a morte\, a origem e a destruição\, o amor
  e a dor\, aquilo que desaparece e aquilo que insiste em permanecer\, a in
 ércia\, mas também a resistência e a luta. Nela\, a fuga é uma utopia\
 , que a memória\, latente\, não deixa esquecer. Mas há um rasgo de luz 
 emergente\, primaveril: “versos inacabados” e poemas por cumprir deixa
 m a “vela acesa”\, como uma continuidade em suspenso no caminho da paz
 .\nNa Tellus motolopiana\, cada poema é uma semente lançada ao solo fér
 til da imaginação e da reflexão\; cada palavra exprime a matéria de qu
 e somos feitos.\n\npor Luciana Braga
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