nervo torto ao seu lugar
Três voltas em redor da estátua equestre, dadas por raparigas namoradeiras – surge por geração espontânea o casamento prometido. Três pulinhos para suplicar ao Santo que a cousa perdida se revele aos olhos.
Em terra lavrada pela fé, estranho era o caso de não se construírem devoções e pedidos às mais variadas santidades padroeiras – não desmerecendo – que parecem tornar-se transversais no que toca à geografia lusa, adaptadas depois às regionalidades e quintais.
Originário alentejano, desde cedo fui confrontado com alguma medicina popular trauteada que, em criança curiosa, me despertava reações num espectro que variava desde o riso contido à estupefação imóvel – ouvia uma mestre.
Coso!
Carne quebrada, nervo torto!
Por isso mesmo é que eu te coso.
Neto, ouvia-a enquanto fazia o sinal da cruz na palma da mão.
Coso!
Habituei-me, de jeito involuntário, a assumir o ritual.
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Santo Antoninho se levantou
Perguntou o que fazes tu Luzia
Como é que esta moléstia se tiraria
Com três raminhos de alecrim
E o azeite de agonia
Forga bisonga disse-lhe três vezes
Torga bruxas e feitizeiras da minha casa
Eu te benzo Maria de lua e cubranto
Eu te benzo Maria de louvor
E de pranto tira este mal
Cobranto se por aqui passaste
E a saúde de Maria levaste
Se és cobranto benza-te Deus
Ó linha que desmentiu
Ó cana que rasgaste
Ó osso que desmorceste
Custo de Entrada: Entrada Gratuita
Horário: Terça a domingo: 10h00–13h00 | 14h00–18h00