Sílvia Mota Lopes nasceu em Braga. É poeta, escritora, pintora e ilustradora, desenvolvendo uma obra que cruza a criação literária com as artes plásticas, com particular destaque para a poesia e a literatura infantil e juvenil.
Iniciou o seu percurso nas artes plásticas em 1993, desenvolvendo uma linguagem artística em que a palavra e a imagem se complementam.
A sua produção literária abrange a poesia e a literatura para crianças, destacando-se, entre as obras de sua autoria, Alícia no Bosque (2012) e É Aqui Que Ela Mora (2015), ambas destinadas ao público infantil. Livros de poesia: Esboço (2017), Passei Como Um Sussurro para que Escutasses o Vento (2019), Túnica Íntima (2022), Ofício Volátil da Memória (2023) e Orgânico (2024). Encontra-se no prelo Tellus, o seu mais recente livro de poesia, com apresentação prevista para outubro de 2026, sob a chancela da Poética Edições.
No domínio da ilustração, colaborou em diversas publicações, nomeadamente A Magia de Auris (2013), Chegaste Primeiro (2014), O Cavalinho que Queria Saber a que Cheira a Primavera (2015), Aqui Há Gato (2017), Estrela Watato (2017) e Quando Somos Nuvens (2018). É também autora do texto de Dar Corda às Palavras (2018) e do libreto da ópera infantil Pássaro de Mil Cores (2016).
Ao longo do seu percurso, participou em várias antologias poéticas e realizou diversas exposições individuais. Entre 2021 e 2022, apresentou o projeto Pintar com Poesia em bibliotecas e espaços culturais de vários municípios do Minho, estabelecendo um diálogo entre a pintura e a poesia de autores portugueses e galegos.
Em 2025, publicou Rostos Inabaláveis, um projeto artístico e literário dedicado à representação e valorização de mulheres artistas, no qual reúne pintura e palavra para refletir sobre a memória e a presença feminina na história da arte.
A sua obra caracteriza-se pelo diálogo permanente entre a literatura e a expressão visual, explorando temas como a memória, a identidade e a condição feminina, numa estreita relação entre a poesia e a pintura.