Foi com o deserto do Saara na sua janela que Azu Tiwaline alicerçou a sua identidade artística. Em Djerid, no sul da Tunísia, o contacto com a cultura berbere e o misticismo sufi entregou-lhe a matéria-prima e inspiração para a sua música, e quando o mundo a ouviu com o seu disco de estreia 'Draw me a silence', editado na britânica Livity Sound em 2020, com naturalidade se falou do seu som como “techno do Saara” ou “dub do deserto”. Foi como uma daquelas tempestades que visita regularmente a Europa vinda de África, e desde então a sua música tem sido uma golfada de ar quente prenhe de electrónica modular vibrante e texturas abstractas, impulsionada por ritmos vertiginosos e dub contrabandeado. Entretanto, aproxima-se um novo disco do qual vamos já poder descobrir pedaços das novidades, numa promessa de êxtase colectivo e de conexão pela arte da polirritmia hipnótica.