Exposição
O ruído das coisas nasce do encontro entre corpo, objeto e superfície. Orelhas, mãos, tesouras e linhas entre outros, surgem como fragmentos de uma linguagem interrompida, onde escutar pode ser também tocar, cortar ou resistir. Entre a tela e a lixa, Sofia Coelho explora duas formas de receber o gesto: uma mais disponível, outra áspera, que o trava, o desgasta e o obriga a mudar. A matéria deixa assim de ser apenas suporte e passa a participar na imagem. A exposição ocupa esse intervalo instável entre aquilo que chega até nós e aquilo que fica por compreender, um lugar onde o silêncio nunca é inteiramente silencioso.
Feito com tempo, cuidado e gosto pela cidade.
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