Linhas de escuta a partir do livro Marcas de BatomArmando Sousa é arquivista e programador na Fonoteca Municipal do Porto, onde dinamiza uma coleção de discos de vinil através de atividades multidisciplinares, entrevistas e sessões de escuta. A sua formação em História, e o seu interesse por aspetos sociais e culturais, levaram-no a desenvolver trabalhos acerca do papel da música nas relações entre esfera pública e privada, bem como daquela com as elites políticas.MARCAS DE BATOM (1989) é uma viagem alucinante que nos leva dos heréticos medievais a Dada, dos letristas e situacionistas à contracultura dos anos 70 e 80, em busca do inconformismo e da rebeldia que em vários tempos e lugares desafiaram o statu quo. Uma aventura que começou quando, ao ouvir pela primeira vez «Anarchy in the UK», dos Sex Pistols, Greil Marcus sentiu a urgência de descobrir de onde vinham a força e o NÃO rotundo do punk gritado ao mundo. Porque, ao longo dos séculos, sempre se fizeram ouvir vozes subversivas e marginais, na música, na arte e nas ruas, que formaram uma corrente demasiado vital e coerente para ser travada. Como «marcas que o tempo apaga da pele, mas persistem na memória», esta é a sua história.